
- Rosane Gonçalves, Alcioni Canutto e Andréia Cavalheiro Gonçalves Lopes integram equipe técnica. (Foto: Divulgação Tanuí Tavares/PMJS)
A equipe técnica do Museu Histórico de Jaraguá do Sul Emílio da Silva prossegue com os trabalhos de triagem, catalogação, higienização e pesquisa de cerca de 300 fardas do acervo, adquirido pela Prefeitura de Jaraguá do Sul há alguns anos do colecionador João Luis Channe, de Piraquara (PR). A meticulosa tarefa também envolve medalhas, cintos, fivelas, botas, capacetes e insígnias. As 13 pessoas envolvidas estão concentradas na separação das fardas por categorias, como polícia civil, militar, do movimento dos escoteiros e da guarda civil .
Somente depois cederá as indumentárias a museus interessados, em regime de comodato. “A manutenção é difícil e não existe razão de manter um acervo deste tamanho, por isso vão ficar conosco as fardas com valor histórico e cultural para a cidade”, pondera a museóloga Alcioni Canutto. “O museu trabalha com esta temática para a promoção da paz”, complementa.
Entre as peças de destaque, o primeiro uniforme de gala usado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, com pelo menos 60 anos. O traje também conta com capacete em metal e couro, e dragonas douradas de capitão. “Trata-se de um acervo muito rico, inclusive, para estudo dos cursos de moda, já que as indumentárias marcaram época com suas tramas e composições, tecidos, bordados e aplicações”, pondera a museóloga.
Quando o procedimento é a higienização, a utilização de um sachê com cravo, canela e cânfora serve para afastar traças, cupins e fungos, muito comuns em peças guardadas há muito tempo. Para Andréia Cavalheiro Gonçalves Lopes, responsável pela ação educativa do Museu da Paz, também envolvida com na recuperação do acervo, há a necessidade de salvaguardar este acervo. “Faz parte da função do museu, além de expor, salvaguardar seus objetos históricos e cuidar de sua conservação e preservação”, conclui.
