Os flagrantes alertam sobre o desrespeito ao trânsito. De janeiro a julho deste ano, 1.342 veículos foram apreendidos pela Polícia Militar no município.
Eles estavam circulando sem os documentos obrigatórios, com características alteradas e outros problemas. No entanto, apenas 109 veículos permanecem fora das ruas, já que a maioria dos condutores prefere regularizar a situação a deixar o carro parado no depósito.

- Veículos apreendidos ficam em pátio abandonados. (Foto: Divulgação)
De acordo com o chefe do setor de trânsito do 14º Batalhão da Polícia Militar, Carlos Augusto Sell Júnior, o Código de Trânsito prevê dois tipos de medida para os flagrantes de irregularidade. A retenção e a posterior liberação do veículo acontecem nos casos em que o motorista consegue regularizar a situação no local da abordagem. Quando o condutor está dirigindo com CNH vencida, por exemplo, o carro é liberado após a apresentação de um condutor habilitado. “Vale lembrar que isso não impede que ele leve multa e tenha a CNH apreendida”, destacou Sell.
Já a remoção para o guincho acontece nos casos em que não é possível resolver o problema no local da blitz. Exemplo disso é quando o veículo não está licenciado ou com características alteradas, violadas ou em mau estado de conservação. Além de pagar multa e arcar com as despesas do guincho e da regularização do veículo, o infrator terá de perder algumas horas para cumprir os trâmites necessários para colocar o veículo de volta às ruas.
Para Sell, os mais de 1,3 mil veículos apreendidos nos sete primeiros meses deste ano são um sinal de que os motoristas não respeitam as regras de trânsito como deveriam. “Se considerássemos que todas as apreensões foram de veículos diferentes, que nenhum se repetiu, poderíamos dizer que, neste ano, quase 2% da frota do município foi apreendida. Acredito que este número é preocupante”, comentou. Em Jaraguá do Sul há cerca de 84 mil veículos circulando pelas ruas.
