Ferreira, que já havia declarado não concordar com os métodos de trabalho do atual diretor da unidade Cleverson Drechsler, optou por se afastar do presídio logo após a fuga de 24 presos pela porta da frente do complexo no dia 21 de março.
Ele afirma que, naquela época, agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional) teriam agredido e humilhado detentos e, por isso, decidiu tirar licença prêmio de 30 dias. “Quando acabou minha licença-prêmio o Cleverson disse para eu escolher outro local para trabalhar”, relata Salomão. Ele disse que escolheu trabalhar na unidade de Barra Velha por ser mais próxima a Jaraguá do Sul, onde mora. Ferreira diz já estar adaptado com a direção da UPA de Barra Velha e espera, de Florianópolis, os documentos para formalizar a situação.
As denúncias de agressão contra os presos foram encaminhadas pelo CDH (Centro de Direitos Humanos) ao Ministério Público, que está investigando o caso.
