Corpos sem identificação no IML de Jaraguá do Sul

Exame de DNA pode identificar motorista carbonizado na Rodovia do Arroz.

Carolina Carradore
Publicado 15/11/2011 às 10:29:59 - Atualizado em 15/11/2011 às 11:30:18
Dois corpos permanecem sem identificação no IML de Jaraguá do Sul. (Foto: Marcele Gouche) 

O mistério que gira em torno do motorista que morreu carbonizado na Rodovia do Arroz, em Guaramirim, dia 21 de setembro, finalmente pode chegar ao fim.

O IML (Instituto Médico Legal) espera para a semana que vem o resultado do exame de DNA realizado entre um possível familiar de Joinville. O corpo do motorista ficou totalmente carbonizado, assim como o veículo que não foi possível ser identificado nem pelo número do chassi, que ficou irreconhecível. “Se o exame de DNA der positivo, finalmente iremos liberar o corpo à família para o sepultamento. Do contrário teremos que enterrar o rapaz como indigente”, informa o delegado regional, Uriel Ribeiro.

O acidente ocorreu no km 34 da SC-413, a Rodovia do Arroz, em Guaramirim, há quase dois meses. O choque foi tão forte que os dois veículos pegaram fogo. O motorista do caminhão, placas, LYA-1748, Roberto César Furtado, 29 anos, conseguiu escapar da cabine antes da explosão. Ele teve fraturas na perna e na bacia e permanece internado no hospital. Já o motorista do outro veículo ficou preso nas ferragens e morreu queimado. A causa do acidente pode ter sido um mal súbito sofrido pela vítima.

A polícia procura também os familiares de um homem encontrado dia 13 do mês passado, no rio Itapocu, em Guaramirim, próximo à ponte pênsil, no bairro Guamiranga. Há indícios que o corpo possa ser de um jovem paranaense, trabalhador da construção civil, que desapareceu nas águas do rio Itapocu há cerca de três meses. Mas, até o momento, nenhum familiar do Paraná foi localizado para que um exame de DNA seja realizado. Segundo Uriel, se a identificação não for possível, o homem também será sepultado como indigente.  

O corpo foi localizado por moradores da região. Ele estava em estado de decomposição, com a face desfigurada e tudo indica que deveria estar há pelo menos um mês na água. Os Bombeiros que atenderam a ocorrência acreditam que a vítima estava presa pelos braços em algum lugar embaixo da ponte, já que os membros estavam bastante dilacerados. O homem aparenta ter entre 25 e 30 anos de idade, estava sem camisa, usava apenas uma bermuda jeans rasgada e não apresentava perfurações e nem marcas de violência.


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