Paciente reclama de atendimento no PS do Hospital Padre Mathias Maria Stein em Guaramirim

Preparo dos atendentes do Hospital Padre Mathias Maria Stein para triagem por cores é questionado

Sônia Pillon
Publicado 10/02/2012 às 09:46:33 - Atualizado em 11/02/2012 às 00:34:58

A classificação feita por cores para indicar os casos mais e menos urgentes - Política Nacional de Humanização (Humaniza SUS), implantada desde 2003 - e adotada pelo Hospital Padre Mathias Maria Stein desde 1º de fevereiro, está sendo questionada por mãe de paciente de Guaramirim. A cabeleireira Simone Tank afirma que procurou o pronto socorro do Padre Mathias na quinta-feira passada, por volta das 9h30, para o atendimento do filho Otto Emanuel Tank, 11 anos, que apresentava problemas no sistema urinário.

Inicialmente, Otto teria sido encaminhado para atendimento pediátrico, mas depois para clínico geral. Passadas três horas sem atendimento, Simone desistiu de esperar e optou por encaminhar o filho para Curitiba. Para o padrasto do menino, o também cabeleireiro Claudecir Alves, os funcionários da instituição não estão preparados para classificar a gravidade dos casos apresentados.

O diretor do Hospital Padre Mathias Maria Stein, Claudio Marmentini, garante que desconhecia o caso e que está disposto a buscar soluções. A instituição faz em média cinco mil atendimentos por mês e dispõe de 46 leitos. Os hospitais Jaraguá e São José, Em Jaraguá do Sul, ainda não adotaram o sistema classificatório de cores.

De acordo com Claudecir, assim como Otto não foi atendido em tempo hábil, outros que aguardavam na recepção também se queixavam. “Se for sempre assim, quem precisar atendimento de emergência no Padre Mathias, corre o risco de morrer”, desabafa. Lembra que no ano passado, Simone também precisou de atendimento urgente e se viu obrigada a procurar em Curitiba.

“Estamos à disposição”

O diretor do Hospital, Claudio Marmentini, reconhece que a adesão ao Humaniza SUS é recente, e que mesmo após os funcionários terem sido capacitados, “até a adequação do pessoal ao novo sistema de classificação por cores, talvez não seja 100%”. Ele se comprometeu em averiguar o caso e tomar as medidas necessárias para a agilização do atendimento. “Se acontecerem problemas involuntários, estamos à disposição para solucionar, na direção, ou na coordenação de enfermagem.” Ainda segundo ele, as reformas do centro cirúrgico estão prevista para final de março.

Revisora aprova a classificação por cores

A revisora de malharia Judite Kniss aguardava calmamente na recepção do Hospital Padre Mathias Maria Stein, no final da manhã de ontem. Ela não soube precisar o tempo que estava ali, nem a cor de classificação que recebeu da enfermeira que fez a triagem para ser atendida. Conta que procurou a instituição hospitalar porque estava com problemas estomacais. “Não me lembro a cor que foi usada na minha ficha, mas imagino que não é de urgência, porque têm outros aqui esperando que são mais graves”,atesta. Para ela, a forma e a maneira com que é atendida no hospital de Guaramirim é adequada. “Acho que está bem assim, pelas cores. Não tenho reclamação”, observa, conformada em esperar a vez da consulta.

A política de cores do Humaniza SUS funciona assim: vermelho, para emergências (risco de morte); amarela, urgências (rápido); verde, não urgente, com até 120 minutos para atender; e azul, de baixa complexidade, com prazo indicado de 180 a 240 minutos para atendimento.


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