A vacina Sabin - a famosa gotinha – não vai mais ser a dose de rotina contra a poliomielite: a partir do segundo semestre do ano, o calendário básico da vacinação infantil passa a ter como dose padrão contra a paralisia infantil a vacina Salk, injetável. “A Sabin continua sendo utilizada como um reforço na imunização, enquanto a Salk vira a dose inicial”, explica o diretor de vigilância em saúde, Walter Clavera.
Com a mudança, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, a primeira dose passa a ser aplicada entre os dois e os quatro meses de idade, enquanto a dose oral servirá de reforço aos seis e aos 15 meses de idade.
Tetravalente sai de uso - Outra mudança no esquema de imunização infantil é a troca da vacina tetravalente – contra difteria, tétano, coqueluche e influenza tipo B – e da vacina infantil contra a hepatite B pela vacina pentavalente, que abrange todas as cinco doenças. A primeira dose deve ser aplicada por volta dos 12 meses, com reforço entre os quatro e os seis anos.
Idade para receber vacina da hepatite B é estendida
Outra novidade no programa nacional de vacinação é o limite de idade para a vacina contra a hepatite B. Até o ano passado, a dose era aplicada até os 24 anos, e no ano anterior o limite era 19 anos. A partir de 2012, o público alvo passa para pessoas até os 29 anos. Segundo Clavera, a ampliação é resultado dos investimentos na produção nacional. “O ideal era que todo mundo tivesse acesso, mas como a quantidade da vacina é limitada, foi feito um corte. Agora que dependemos cada vez menos de importação, a parcela contemplada pode aumentar”, explica.
O diretor ressalta que o problema maior não é o acesso à vacina. “Tem uma questão cultural para ser resolvida, pois muitas pessoas vêem a vacinação como coisa para crianças, mas várias doenças precisam de reforço adulto”, aponta, lembrando que as campanhas do ministério da saúde têm ajudado a mudar esse quadro. “Também temos muita ajuda das empresas, que incentivam os funcionários a se vacinarem”, elogia.
