
- Hospital tem planos para mais ampliações ainda em 2012. (Foto: Eduardo Montecino)
A saúde deve dar um salto no Vale do Itapocu em 2012. O que impulsiona o desenvolvimento da melhoria e ampliação de hospitais da região são os investimentos. Em Guaramirim, falta pouco para que o centro cirúrgico Ana Maria de Souza Nicocelli, do Hospital Padre Mathias Maria Stein, seja inaugurado. O centro cirúrgico foi implantado em 2008, no entanto, por não ter recebido alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária, o centro nunca esteve ativo.
Desde que a Associação Beneficente São Camilo passou a gerir o hospital, em 1º de agosto de 2011, a entidade se preocupou em reestruturar o centro cirúrgico para colocá-lo em funcionamento. Mas, não bastava preparar o local, era necessária também a aquisição de equipamentos. Para isso, a instituição pleiteou recursos com o governo estadual e conseguiu o repasse de R$ 550 mil para a compra da aparelhagem. “Estamos terminando a parte elétrica. Um projeto foi aprovado pela Celesc. A empresa que venceu a licitação está trabalhando nisso”, comenta o diretor administrativo do hospital Cláudio Marmentini. A capacidade energética do hospital está sendo ampliada.
Ainda não há data definida para a inauguração, mas está programada para o fim deste mês. A partir do funcionamento do centro, procedimentos cirúrgicos e obstetrícios começarão, finalmente, a ser realizados. Entre os projetos para 2012 está adequar a farmácia hospitalar às normas exigidas pelo Ministério da Saúde e ampliar o Pronto Atendimento. Quanto aos investimentos, Marmentini explica que a entidade gastou cerca de R$ 100 mil de recursos próprios e R$ 450 mil da verba do Estado. Ou seja, investimento aproximado de R$ 700 mil com a reestruturação. A organização de uma nova equipe está sendo liderada por um enfermeiro, o qual já é colaborador da São Camilo. “Muitos profissionais serão os mesmos que atuavam aqui”, acrescenta.

- Ampliação do Hospital Jaraguá: mês de inauguração ainda não definido. (Foto: Eduardo Montecino)
Recursos públicos e doações possibilitam reforma
No Hospital e Maternidade Jaraguá, a obra em andamento não está sendo considerada pelos gestores da instituição como reforma, mas sim como a construção de um novo hospital. Quem explica isso é o presidente da Comunidade Evangélica Luterana do município, dona do hospital, e um dos administradores da entidade, Waldemar Behling. Ele trabalha na busca de recursos para a obra do hospital. De acordo com Behling essa verba tem vindo do Estado, do município, mas há uma parcela significativa vinda de doações. Empresas e pessoas físicas também contribuíram com valores, conforme Behling “extraordinários”.
Até agora foram gastos, aproximadamente, R$ 15 milhões na obra. “Ainda precisamos buscar, pelo menos, mais R$ 15 milhões”, explica, “A obra hospitalar custa muito mais do que uma obra civil normal”, acrescenta. Segundo o administrador, o objetivo é a melhoria da saúde. O foco é tornar-se uma entidade de referência no tratamento cardiovascular. Pacientes também contarão com serviços de hemodinâmica, técnica para tratar cardiopatas. “Vamos minimizar o transporte de pacientes com problemas cardíacos”, destaca. A pretensão é atender a toda a microrregião, além dos municípios do Planalto Norte, como Rio Negrinho, São Bento do Sul e Mafra.
Cidade deve ganhar mais 115 leitos este ano
Com a nova ala do hospital, a casa de saúde passará de 125 para 240 leitos. Ou seja, quase o dobro do número atual. O centro cirúrgico terá oito salas, sendo que duas serão exclusivas para procedimentos de cardiologia. Três pavimentos do prédio abrigarão internação. “Também teremos duas UTIs (Unidades de Tratamento Instensivo) com 20 leitos”, conta. Conforme Behling, o que está sendo feito será de grande ajuda para a saúde da região. “Teremos um hospital de ponta, com a tecnologia dos grandes centros e com os melhores equipamentos do mundo”, salienta. Atualmente, a entidade conta com 450 colaboradores. Este número será ampliado para 600 funcionários.
A intenção, entretanto, é continuar os investimentos. Segundo Behling, os projetos incluem a construção de mais um prédio. Mas, são planos futuros. Entre estes objetivos, está tornar a instituição um hospital-escola, para receber residentes em medicina. “Não darei o mês que vamos inaugurar. Será ainda este ano. Mas, só inauguraremos quando tudo estiver pronto”, ressalta.

- Município deve abrir licitação para segunda etapa da reforma. (Foto: Marcele Gouche)
Obra deve ser entregue no dia 20
Em Massaranduba, o investimento é de R$ 1.049.206,24 para a ampliação do Pronto Atendimento (PA). A empresa vencedora da licitação, Sifra Construtora e Incorporadora, trabalha desde outubro na obra, que estava prevista para ser entregue no fim do mês de janeiro. “A Sifra nos pediu um aditivo de prazo e a obra será entregue em 20 de fevereiro”, explica o secretário de Planejamento Urbano do município, Fabiano Spezia. Segundo ele, antes de utilizar o novo espaço, a administração publica solicitará a vistoria da Vigilância Sanitária, procedimento padrão em casas de saúde e afins.
A partir da próxima semana, de acordo com Spezia, a licitação para a realização da segunda etapa da ampliação do PA será aberta para os interessados em concorrer. A intenção não é que as obras parem nesta primeira fase, pois o objetivo é aumentar o prédio e equipá-lo para funcionar como um hospital. Hoje, o local atua com 30 leitos. Embora a entrega esteja agendada para o dia 20, a previsão para o início dos atendimentos é para o fim de abril ou início de março. Na segunda etapa, a estimativa de investimento é de R$ 1,5 milhão, de acordo com Spezia.
O quadro de funcionários do PA não será modificado por enquanto. Segundo Spezia, a administração pública está em negociação com a Coopervida Hospitais para que a entidade passe a gerir a casa de saúde após o término da segunda fase da obra. Neste caso, o quadro de funcionários também passaria a ser gerido pela Coopervida.
