Carlos Chiodini fala de suas bandeiras para vencer como deputado estadual

Suplente na atual legislatura, Carlos Chiodini (PMDB) apresenta propostas para voltar à Alesc.

Giovanni Ramos
Publicado 08/09/2010 às 08:41:52 - Atualizado em 08/09/2010 às 08:50:04

Dos suplentes que assumiram o cargo de deputado estadual pela região, Carlos Chiodini (PMDB) foi o que permaneceu mais tempo na Assembleia Legislativa. O candidato também foi diretor do porto de São Francisco do Sul e agora aposta em propostas principalmente nas áreas de lazer, esporte e cultura para conquistar uma cadeira na Alesc pelos próximos quatro anos.

O Correio do Povo: O candidato disputou a primeira eleição em 2006, quando ficou na suplência. Foram nove meses de mandato interino, sete consecutivos que encerraram em abril. O que motiva o senhor a tentar novamente uma vaga na Assembleia Legislativa?

Carlos Chiodini: Eu fui candidato na outra vez sem ter disputado nada antes e tive uma votação expressiva na região. Foram mais de 24 mil votos, fui o mais votado do Vale do Itapocu e isso me motivou a participar em um segundo momento. Nunca tinha ocupado cargo público e fiz mais votos que alguns concorrentes eleitos por outras siglas.

Depois disso, fui diretor administrativo do Porto de São Francisco do Sul por dois anos, secretário municipal por um ano e assumi como deputado por um período que me deixa preparado para disputar o cargo novamente.

Chiodini aposta no lazer e cultura para todos. (Foto: Divulgação) 

OCP: Quais as principais propostas de mandato do candidato?

CC: A primeira e principal delas é com certeza defender os interesses regionais, valorizar os nossos municípios na Assembleia Legislativa. A região possui apenas cinco cidades de 293 e produz 8% do PIB (Produto Interno Bruto) catarinense, os recursos precisam retornar. Dentro dessa proposta, eu divido em três áreas.

No lazer, esporte e cultura, eu defendo uma nova política de investimento de recursos. Sou contrário a você pegar o dinheiro público e investir, por exemplo, R$ 1 milhão em uma festa que o povo ainda tem que pagar para entrar, consumir, se divertir. Isso não dá inserção e não democratiza o lazer.

Temos que apoiar o esporte nos bairros, as associações existentes que promovem a cultura da região, as manifestações artísticas. A intenção é aumentar as atividades de lazer para a comunidade, que trabalha muito e possui poucas opções. O investimento no lazer evita o contato de crianças e adolescentes com as drogas, auxilia na segurança pública.

OCP: E os outros temas?

CC: Em habitação, precisamos reduzir o déficit habitacional. O país investe apenas 3% do PIB em questões do setor. É muito baixo. Temos que ampliar financiamentos, o governo estadual deve participar, auxiliando as Prefeituras nas políticas de habitação.

Mobilidade urbana é outro ponto que quero levar para Câmara. Em Jaraguá do Sul, cerca de 500 veículos são emplacados por mês. Precisamos melhorar o planejamento nesta área, no Plano Diretor, para que as obras que sejam feitas resolvam de fato os problemas que a sociedade enfrenta. Um deputado deve cobrar e auxiliar na criação de convênios com as cidades.

O outro tema é a saúde. Precisamos de mais investimentos principalmente no atendimento especializado. Não dá mais para aceitar que alguém leve seis meses para conseguir marcar uma consulta e mais seis para ser atendido. O governo atual fez um trabalho importante com os hospitais, e o próximo deve ter como meta reduzir as filas.

E na educação eu defendo a criação de mais cursos técnicos na região e eles precisam ocorrer paralelamente ao ensino médio. Esses cursos devem atender a demanda dos municípios, respeitando a vocação regional. Quanto ao ensino superior, eu defendo novas instituições estaduais. Em Santa Catarina nós só temos a Udesc, enquanto o Paraná possui cinco universidades do Estado. Eu defendo que as principais regiões tenham uma faculdade, também oferecendo cursos que atendam a vocação regional.

OCP: Como está a campanha? O candidato está buscando, também, votos fora da região?

CC: Em 2006, eu não tinha apoio de nenhum prefeito. Desta vez, tenho o apoio das Prefeituras de Corupá, Guaramirim, Barra Velha, Guabiruba e Luiz Alves. Eu entro na campanha muito mais forte e com chances reais de ser eleito.

O deputado não é de Jaraguá do Sul ou Massaranduba, ou Corupá, é de todo o Estado. Eu tenho laços em São Francisco, onde fui diretor do Porto, fui presidente da Juventude do PMDB e conheci lideranças políticas em diversos municípios. Estamos trabalhando com agentes de campanha em 88 cidades. Num raio de 100 quilômetros, os trabalhos são mais intensificados.

OCP: Há uma estimativa de quantos votos serão necessários e quantos o candidato espera conseguir?

CC: Na coligação da qual o PMDB faz parte deve ser preciso mais de 30 mil votos para entrar no jogo. Mas devemos tomar cuidado com os números e não ficar muito presos aos valores de 2006. Os candidatos evoluíram, ficaram mais conhecidos e têm maior potencial de votos.

OCP: O excesso de candidatos na região atrapalha mesmo a campanha?

CC: Prejudica sim, mas não é um problema exclusivo de Jaraguá do Sul. Todas as regiões de Santa Catarina possuem candidatos demais. Mas eleição não é fácil mesmo. Eleição morro abaixo não existe mais.

OCP: E como o candidato está vendo as eleições estaduais?

CC: Acho que a campanha do Colombo começou a deslanchar com a participação em massa do PMDB. Há um bom clima na campanha, pois tenho convicção que ele é o melhor candidato, mais preparado, que já foi três vezes prefeito e temos uma militância aguerrida pedindo voto por ele.

As pesquisas mostram isso. Não há nada pior para um candidato do que o sentimento de estar em um avião caindo e os números mostram isso dos adversários. É o mesmo que acontece com o Serra no cenário nacional.

Agora é que se decide a eleição. Não adianta comemorar três meses antes.


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