O temor dos membros da Acstvi (Associação dos Clubes e Sociedades de Tiro do Vale do Itapocu) é ficar mais uma vez sem receber o dinheiro prometido. “Isso já aconteceu em outros anos. Pelo menos quatro vezes nos prometeram um retorno que não veio. Agora, exigimos um repasse formal”, explica o presidente da Acstvi, Celso Hille.
A primeira proposta da Prefeitura havia sido um cachê de R$ 6 mil para cada sociedade que participasse do tradicional desfile da Schützenfest. Depois de analisar os gastos que teriam com a festa, as sociedades fizeram uma contraproposta que sugeria um valor de R$ 8 mil a ser destinado a cada um dos clubes de tiro, o que foi aceito pela CCO.

- Por enquanto, 13 sociedades decidiram participar do evento. (Foto: Arquivo OCP)
Segundo Hille, cada sociedade irá investir R$ 1 mil na manutenção das armas e na compra de alvos e munição. “Amanhã (hoje) vamos conversar com as três sociedades que não tinham interesse na organização da festa e confirmar se elas vão participar ou não”, comenta. A montagem do estante ficará sob responsabilidade da Prefeitura.
O processo que garantiu a participação dos membros da Acstvi durou algumas semanas, mas fatores considerados importantes acabaram fazendo com que 13 sociedades decidissem participar do evento.
A primeira questão que garantiu a participação dos clubes foi a proposta que está sendo discutida. Apesar de os valores ainda serem incertos, as funções estão definidas: as sociedades ficam apenas com a realização dos desfiles e os estandes de tiro. “Não estamos na organização da festa em si, mantemos a posição de que há muito pouco tempo. Assumimos apenas esses dois fatores, porque, querendo ou não, a Schützen sem as sociedades não existe”, enfatiza Celso.
O que parece ter diminuído a desconfiança da Acstvi, no entanto, foi a escolha do presidente da CCO, Alcides Pavanello, e do presidente de honra, Ademar Duwe, o que teria influenciado os presidentes dos clubes de tiro. “São empresários, e com eles acredito que será cumprido o que for assinado. Só que, se não houver cumprimento, não existe mais Schützenfest com sociedades”, avisa Hille.
