Salva-vidas orientam mais de 80 mil pessoas em Barra Velha

O foco é a prevenção de incidentes no mar na alta temporada

Alexandre Perger
Publicado 05/01/2012 às 10:00:36 - Atualizado em 04/01/2012 às 17:44:43

Salva-vida observa banhistas e avisa se houver perigo naquele local (Foto: Eduardo Montecino)
A mudança de foco na Operação Veraneio dos bombeiros militares, que vem acontecendo nos últimos anos, com a atenção mais voltada para a prevenção, tem se mostrando eficiente. Nenhuma morte por afogamento foi registrada de outubro de 2011 até ontem no balneário de Barra Velha. De outubro de 2009 a abril de 2011, quatro pessoas morreram. Os casos mais registrados são de arrastamento - 63 banhistas foram arrastados pela corrente marítima.

Esse balanço parcial é fruto do trabalho de prevenção feito na operação. Na atual temporada, 82,9 mil pessoas já receberam orientações dos salva-vidas nas sete praias de Barra Velha. Entre 2010 e 2011, o número de veranistas orientados foi de 102,2 mil. Esse trabalho acontece quando o salva-vida observa alguém em situação de possível risco e avisa sobre os perigos de tomar banho naquele local.

Foram formados 60 salva-vidas para trabalhar nas sete praias de Barra Velha. Por dia, 36 profissionais se revezam nos 11 postos criados, sendo no mínimo dois salva-vidas em cada posto. “Quanto mais salva-vidas, melhor, mas estamos com um número ideal para atender a demanda da cidade”, diz o coordenador de praia do Corpo de Bombeiros de Barra Velha, soldado Carvalho.

Para facilitar o trabalho dos salva-vidas, a principal orientação é que os banhistas procurem nadar próximos aos postos, para que dê tempo de chegar o socorro. O coordenador também aconselha que as pessoas respeitem a sinalização. Quando há bandeira vermelha, significa que há buracos e forte corrente marítima no local. Já a bandeira verde sinaliza que a área é própria para o banho.

Aprovados pelos banhistas

Comerciário José Leite avalia positivamente o trabalho dos salva-vidas (Foto: Eduardo Montecino)
O comerciário paulistano José Leite, 54 anos, aproveita o verão em Barra Velha há cinco anos e aprova o trabalho dos salva-vidas. “Eles sempre trabalham bem, quando vim aqui nunca vi nada, nunca tem problemas sérios”, avalia. Há mais tempo curtindo o sol em Barra Velha - cerca de 30 anos -, o assistente administrativo Lucio Rogério da Silveira, 54 anos, também gosta da atuação dos salva-vidas e considera como principal virtude o trabalho de prevenção. “Eles sempre passam orientando o pessoal e pelo que podemos observar, são sempre ágeis.

Trabalhando há oitos anos para salvar vidas no mar

Hermes trabalha orientando banhistas na Praia do Tabuleiro (Foto: Eduardo Montecino)
Há 20 anos, quando saiu de Taubaté (SP) e foi morar em Barra Velha, a convivência com o mar e a areia era meio forçada. A relação começou a mudar depois que ele ganhou de presente uma prancha. A partir daí teve início a paixão pela água e pelos exercícios físicos. Hoje, Hermes Ernesto da Fonseca, 28 anos, está indo para a 9ª temporada como salva-vidas em Barra Velha, trabalho que ele concilia com a faculdade de Educação Física e as aulas que ministra em uma escola particular.

Quando começou a trabalhar nos postos de salva-vidas, Hermes conta que a preocupação era apenas o salvamento, mas que hoje, o foco é a prevenção e a orientação. “Orientar as pessoas é uma forma de salvar a vida das pessoas e evitar que situações de risco sejam criadas. Nossa principal meta e dar orientação para os turistas”, afirma. Sua principal motivação foi o salvamento de vidas. “Isso é o mais gratificante para mim, ajudar as pessoas”, comenta Hermes.


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