Nada de consenso. Este foi o resultado da reunião entre a Prefeitura e as Sociedades de Tiro, na tarde de terça-feira (13), para definir o futuro da Schützenfest.
Faltando apenas três meses para a festa, ainda há dúvidas se ela vai mesmo acontecer. A decisão deve acontecer em um novo encontro marcado para as 19h30 desta quarta-feira, no Parque Municipal de Eventos.
O presidente da ACSTVI (Associação dos Clubes e Sociedades de Tiro do Vale do Itapocu), Celso Hille, disse que as sociedades ainda estão indecisas sobre as propostas apresentadas pela Prefeitura. Segundo ele, as principais incertezas estão relacionadas ao desgaste ocorrido no ano passado, quando a gestão da Schützen foi realizada pela empresa Fábrica do Show e deu prejuízo de quase R$ 500 mil.

- A associação defende uma festa mais curta, de quatro dias, mas a Prefeitura sugere um evento com 11 dias. (Foto: Piero Ragazzi)
“Sabemos que há credores do ano passado que ainda não receberam. Além disso, faz quatro ou cinco anos que nós (sociedades) não recebemos os repasses prometidos pela Prefeitura. Em 2009 éramos para receber R$ 100 mil e até agora nada”, reclamou.
Os impasses a serem decididos hoje vão desde a duração da Festa dos Atiradores até a identidade do evento. Segundo Hille, a associação defende uma festa mais curta, de quatro dias, mas a Prefeitura sugere um evento com 11 dias. Hille alega que uma festa de menor duração iria garantir um planejamento melhor.
“Ainda não sabemos se a festa vai acontecer neste ano. Mas defendo que a Schützen de 2011 seja pensada a partir de agora para daí sim fazer com 11 dias”, acrescentou. Outro ponto defendido pelas sociedades de tiro é a contratação de bandas regionais, sem a realização de shows nacionais como no ano passado.
Ontem, o presidente da Fundação Cultural, Jorge Souza, não foi localizado para falar sobre o assunto. Na semana passada ele garantiu que a contratação de uma empresa terceirizada para organizar a festa está descartada.
