
- Moro atendeu a família e orientou nos procedimentos para desengasgar o bebê. (Foto: Marcele Gouche)
Um telefonema às 22h30 mudou o destino de um bebê de apenas um mês de vida. Mãe e tia da pequena Thaeme Mokwa estavam em casa quando observaram que a menininha não se mexia. A mãe, Tamara Fossili, 20 anos, havia acabado de amamentar e a bebê estava quase dormindo quando vomitou e em seguida se engasgou. A avó da menina, Lenir Fossili, chegou em casa e segundo a tia da criança, Naynara Fossili, 18 anos, encontrou Tamara desesperada e sem saber o que fazer. “Foi quando, sem querer, minha irmã ligou para a polícia ao invés de ligar para os bombeiros”, conta a tia.
Quem estava do outro lado da linha era o soldado Jair Moro. Ele sugeriu que alguém com telefone diferente ligasse para os bombeiros. “Mas, eu disse para a tia da menina. Não desliga. Fica na linha comigo”, lembra. Enquanto isso, Moro tentava acalmar a família e dava passos para os primeiros socorros. “Pedi para que olhassem a garganta do bebê, que segurasse a criança de bruços na palma da mão e a inclinasse um pouco para a frente. Nessa hora ouvi um suspiro de alívio”, acrescenta. Moro ouviu o chorinho do bebê. Naynara disse a ele que a pequena havia vomitado e chorado. “Me sensibilizei muito com a história. Tenho uma filhinha de 4 anos e sei como são essas coisas”, emociona-se o policial. O bebê passa bem.
ORIENTAÇÕES
Em casos como esse, o procedimento padrão é ligar para os bombeiros, no número 193. Em caso de criança engasgada, antes mesmo de os bombeiros chegarem, os adultos podem virá-la de bruços e bater, sem muita força, cinco vezes nas costas da criança. Se não adiantar, pode-se massagear o peito do bebê e fazer respiração boca a boca. As orientações são do bombeiro Jackson Silva.
