
- ONG defende ações que devem ser tomadas para impedir a morte dos animais (Foto: Eduardo Montecino)
O tema foi levado à discussão na reunião mensal do Comcidade (Conselho Municipal da Cidade), que discute ações e políticas sobre urbanismo e meio ambiente pela ecologista Elza Nishimura Woehl, da Ong (Organização Não-governamental) Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade.
Segundo Elza, a instituição constantemente recebe denúncias recorrentes de pássaros vítimas do grande uso de vidros na construção civil – tendência crescente nas novas edificações – e, por isso, decidiu usar a palavra livre e lançar o problema aos conselheiros. “Na minha casa, em Guaramirim, há oito anos passei a colocar plástico de bolha por fora das vidraças por causa disso”, revela. Outra solução é aderir aos vidros foscos e não-transparentes. Elza conta que muitos já utilizam adesivos com aves maiores, predadoras, como águias e gaviões, “para amedrontar e manter os pássaros longe dos vidros”.
Durante o encontro, um dos conselheiros teria reconhecido que já presenciou a morte de um casal da espécie Sanhaçu em sua propriedade. “A tecnologia faz parte da vida da gente, mas é preciso levar de forma paralela ao meio ambiente”, ressalta Elza.
Ainda segundo a ambientalista, o presidente do Comcidade e secretário municipal de Planejamento Urbano, Aristides Panstein, reconheceu que o assunto é procedente e que o problema pode originar a criação de uma lei municipal para normatizar a utilização de vidros na construção civil.
Um das soluções é a utilização de adesivos coloridos, exigência que poderia constar em lei municipal. O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, dos mais conceituadas do Brasil, tem sede no bairro Caixa D’água, em Guaramirim, e em área de 40 hectares na Tifa Stinghen, em Jaraguá do Sul, com trilha interpretativa para estudantes e alojamentos para voluntários, estagiários e pesquisadores de Educação Ambiental. Informações no www.ra-bugio.org.br e no (47) 3274-8613.
