Moradora de Jaraguá do Sul reclama de falha no recolhimento da coleta seletiva

Prefeitura e Ambiental estudam ampliar o serviço para atender demanda

Lorena Trindade
Publicado 26/01/2012 às 10:04:05 - Atualizado em 26/01/2012 às 10:13:19
Cleide mostra o acúmulo de lixo reciclável na entrada de sua casa. (Foto: Eduardo Montecino) 

Após vários telefonemas e reclamações, a técnica em Raio X, Cleide Araújo Largura não sabe mais o que fazer. Ela já pediu para a empresa Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Jaraguá do Sul, para que passem pela sua rua, no bairro Vila Lalau, e recolham todo os materiais recicláveis, que ela faz questão de limpar e organizar há quatro anos. De acordo com Cleide, no início dos serviços de coleta seletiva, raramente o caminhão falhava. No entanto, de acordo com ela, a situação mudou há aproximadamente dois anos.

Ao perceber a falta de periodicidade do recolhimento de material reciclável, ela ligou para a Ambiental e conseguiu que a empresa pegasse o lixo juntado por ela com um carro menor. “Parece que eles não estão dando importância para este serviço. O lixo comum nunca falha”, diz. “As pessoas acabam desanimando de ter que organizar o lixo reciclável”, acrescenta.

A reportagem de OCP entrou em contato com a Ambiental. Conforme o assistente administrativo, Alisson Rangel, seria preciso ir até a casa de Cleide para verificar o porquê de não passarem por aquela rua. Antes mesmo do fechamento desta matéria, Alisson e um fiscal estiveram no endereço e conversaram com Cleide. “Já estivemos na casa dela. Houve falhas e os motoristas dos caminhões foram advertidos. Isso não deve acontecer mais e faremos o possível para que não se repita”, garante. Rangel aconselha que em casos como o de Cleide, os cidadãos devem entrar em contato com a Ambiental, pelo telefone 3275-3655.

De acordo com o engenheiro Florestal Robin Pasold, da Secretaria de Obras da Prefeitura, a Ambiental estuda duplicar o serviço de coleta seletiva. Até o fim de março, a intenção é ter mais um caminhão e duas equipes nas ruas do município. “Precisamos atender a demanda. O volume aumentou”, diz. Pasold pede à população para que se atente: “lixo reciclável é o que está limpo. Potinho de iogurte com resto do líquido, por exemplo, acaba sendo levado para o lixo comum”, alerta. Ele destaca que outros projetos estão nos planos da Ambiental e da Secretaria de Obras, como o recolhimento de óleo de cozinha para reciclar. No entanto, o material ainda não está sendo recolhido. O que pode ser feito é entregar o óleo usado nas escolas da rede municipal, de preferência acondicionado em garrafas pet. Semanalmente, uma empresa recolhe este óleo usado e em troca as escolas recebem materiais de limpeza. O óleo é utilizado como matéria prima pela empresa.


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