
- José chegou a ficar 24 horas sem água. Ele mora há 13 anos no loteamento. (Foto: Eduardo Montecino)
No loteamento Zanghelini, bairro Nereu Ramos, a falta de água é uma história antiga. “Semana passada cheguei a ficar 24 horas sem água”, diz o vigilante José Agostini. Ele ligou algumas vezes para o Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). “Uma vez eles disseram que um cano havia estourado e não estavam encontrando o lugar”, afirma. Segundo o Samae informou ao vigilante, a situação do loteamento deverá ser normalizada em abril deste ano.
O auxiliar de produção Cleiton Schüsler reside há apenas nove meses no local, mas já sofre com o mesmo problema. Ele e a esposa retornam do trabalho, todos os dias, por volta da meia-noite. “É nesse horário, quando tem água, que podemos colocar roupa para lavar”, comenta. “Falta água diariamente”, acrescenta. O local fica a três quilômetros de uma das estações do Samae. Segundo o assessor de comunicação da autarquia, Vinícius Schweighofer, a última reclamação recebida pela empresa foi na segunda-feira, 30 de janeiro. “A equipe tomou medidas e fez manobras de rede para o reabastecimento”, afirma.
