
- Hospital reivindica investimento para ampliar o estacionamento no local. (Foto: Marcele Gouche)
Até 28 de fevereiro. Este é o prazo que a Ajadefi (Associação Jaraguaense dos Deficientes Físicos) tem para ficar à frente da administração do estacionamento no Hospital Jaraguá. Em novembro de 2011, representantes da casa de saúde e da entidade reuniram-se para definir prazos. O contrato de prestação de serviço havia vencido em outubro e a reunião poderia determinar a Ajadefi por mais quatro anos na gestão do estacionamento. No entanto, em função da necessidade de ampliação e melhorias no local, a direção do hospital optou por diminuir a data limite.
Desde 2001 a entidade presta este serviço. São 41 funcionários na Ajadefi, divididos em três turnos. A entidade chega a arrecadar cerca de R$ 20 mil mensais. “Sem a renda do Hospital Jaraguá, vamos ter que fechar as portas”, declara o presidente da Ajadefi, Valdecir Titon. “Estamos buscando recursos e tentando conseguir investidores para que a gente não precise sair do hospital”, explica Titon. A Ajadefi só poderá permanecer caso arranje um parceiro para investir no local.
De acordo com o presidente, a prefeita Cecília Konell está auxiliando neste processo. Titon também tem conversado e tentado associar-se a empresas. “Gostaríamos que a Prefeitura investisse. Assim ficaríamos com o estacionamento sob nossa responsabilidade”, comenta. Titon ainda não sabe determinar valores. Segundo ele, para saber quanto irá custar a reforma do ambiente, a empresa parceira precisaria elaborar um projeto. Atualmente, o estacionamento possui 100 vagas, mas o movimento diário é de aproximadamente 300 veículos.
O diretor do Hospital Jaraguá, Jeferson Gomes, afirma que assim que a Ajadefi deixar a administração do estacionamento, a casa de saúde não cobrará a taxa, que hoje é de R$ 1 por hora para quem deseja estacionar. “Queremos uma empresa com interesse em construir, investir”, diz. Conforme Gomes, o hospital não está interferindo nas negociações entre Ajadefi, empresas e Prefeitura. Ele ressalta que a instituição não está realizando negociações. “Nós não temos nenhuma exigência de modalidade de gestão. Não temos preferência por administração pública ou privada. O que temos é a necessidade do serviço”, conclui.
