Desafios para o novo reitor da Católica de Santa Catarina

Objetivo é transformar a instituição em uma universidade em dez anos e abrir um curso de medicina

Alexandre Perger
Publicado 03/02/2012 às 08:55:11 - Atualizado em 03/02/2012 às 09:09:28
Robert assume o cargo de reitor com uma vasta experiência na área de Educação. (Foto: Marcele Gouche) 

Transformar a Católica de Santa Catarina em universidade em um prazo de dez anos, abrir um curso de medicina e administrar uma instituição com cerca de quatro mil alunos. Esses são os desafios do engenheiro em telecomunicações Robert Brunett, 61 anos, novo reitor, que assumiu o cargo na última quarta-feira, no lugar da professora Pedra Santana Alves, que permaneceu quatro anos à frente da instituição.

A principal meta do novo reitor é manter a qualidade de ensino da instituição para que os alunos sejam bem aceitos no mercado de trabalho, além garantir a boa avaliação dos cursos pelo MEC. Mas o principal desafio é fazer com que a Católica de Santa Catarina seja uma universidade dentro de dez anos. Para isso, é necessário que a instituição ofereça quatro cursos de mestrado e dois de doutorado.

No entanto, Robert explica que abrir cursos de especialização em uma universidade pública gera um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão e o investimento gira em torno de R$ 4 a 5 milhões. “Temos que ter resultado financeiro positivo em outras áreas para conseguir bancar esses cursos, essa receita sairá de outro lugar”, explica o reitor.

O outro objetivo é abrir um curso de medicina para atender toda a região Norte de Santa Catarina. Durante este ano será elaborado um projeto e um grupo de trabalho será montado para realizar alguns estudos. “A burocracia é muito grande, por isso acreditamos que no primeiro momento nosso pedido será negado pelo Conselho de Medicina, mas queremos provar que o curso é importante”, comenta Robert. A escolha pela medicina foi motivada pelo caráter social do curso e porque ele é capaz de alavancar a saúde do município. A expectativa é de que o curso possa ser aberto em 2015.

Este ano iniciam as aulas no novo campus em Joinville, onde serão oferecidos 13 cursos de graduação, o mesmo número de Jaraguá do Sul. Com isso, a instituição passa a ter 3,7 mil acadêmicos na graduação, mais 700 na pós-graduação. A estrutura da faculdade ainda conta com 180 professores em Jaraguá do Sul e 30 em Joinville, além de 100 funcionários na administração.

Professora deixa o cargo depois de quatro anos

Após quatro anos à frente da Católica de Santa Catarina, a professora Pedra Santana Alves deixa o cargo com o fim de seu mandato. Mas não é somente da reitoria que ela está saindo, a ex-reitora também sai da instituição, depois de 12 anos de serviços prestados, desde quando a faculdade ainda se chamava Unerj, antes da parceria com a PUC do Paraná. “Eu saio com paz de espírito. Levo a certeza de que foi um período e fortalecimento dos ideais da instituição”, afirma a professora. Pedra sai da reitoria da Católica e, a partir de agora, vai cuidar de projetos pessoais. “Vou trilhar o meu caminho e cuidar de mim”.

Como principais marcas de sua gestão, Pedra destaca a parceria com a PUC do Paraná e a abertura de um campus em Joinville. “Conseguimos dar uma perspectiva de futuro para a faculdade com a parceria”, garante. Ter uma extensão da Católica em Joinville é motivo de orgulho para a ex-reitora. “Saber que Jaraguá do Sul está presente na maior cidade do Estado é importante”. A boa avaliação dos cursos também é uma conquista para a professora.

Sobre o novo reitor

Nascido no Pará, Robert Burnett está ligado à educação há 26 anos. Atuou como professor, coordenador de cursos de graduação, especialização e mestrado, foi diretor do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia e Pró-Reitor de Graduação, Pesquisa e Pós-Graduação em Curitiba.


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