Decorações mantém a tradição do Natal

Vendedor decora a casa todos os anos e atrai a atenção de quem passa

Alexandre Perger
Publicado 21/12/2011 às 12:56:20 - Atualizado em 21/12/2011 às 13:22:09
Diego mostra o enfeite natalino que levou duas semanas para ser finalizado (Foto: Marcele Gouche)

Há dez anos, os moradores da rua Domingos Sanson, no bairro Baependi, em Jaraguá do Sul, estão acostumados a ver a casa da família do vendedor Diego Ignowski enfeitada para o Natal. Este ano, há um presépio, árvore de madeira, renas e, claro, Papai Noel, quase tudo confeccionado pelo próprio morador, com a ajuda dos pais e da noiva.

A tradição começou quando Diego tinha 14 anos e os enfeites não chamavam tanta a atenção quanto hoje. Os pais também não eram muito a favor da ideia. Aos poucos, a decoração começou a aumentar e ocupar mais espaço na casa. Há três anos, começou a tomar uma proporção maior e a atrair curiosos. Com o tempo, os pais também se acostumaram e aderiram a ideia. “Começou pelo meu interesse em decorações e também porque sou religioso”, conta o vendedor.

As ideias começam a surgir na cabeça de Diego e depois ele procura alguma figura na internet, para ter uma base, além de outras casas e empresas que também enfeitam suas fachadas. Após isso, o vendedor faz um desenho daquilo que vai ser criado e começa o trabalho de buscar o material para a confecção. O trabalho chega a durar duas semanas. “Dá trabalho, mas é muito prazeroso, a recompensa é boa. É legal para trazer as crianças e criar um clima de Natal”, diz Diego.

Além dos visinhos, que aprovam a iniciativa, pessoas de outros lugares passam pela rua e param para olhar a decoração. “Praticamente toda noite tem gente olhando e algumas crianças pedem para entrar e ver de perto”, conta.

Como católico e ministro da igreja, Diego faz questão de resgatar os valores cristãos e ressaltar o espírito do Natal. “Procuro sempre fazer o presépio, para não deixar aquela coisa só de presentes e passar a mensagem do nascimento de Jesus”, enfatiza.
Diego só lamenta a falta de apoio por parte da Prefeitura de Jaraguá do Sul que, segundo ele, não incentiva a população. “Antes tinha um prêmio para a casa mais bem enfeitada. Deveria ter hoje também, seria uma forma de incentivar as pessoas a enfeitarem suas casas. Mais pessoas iriam fazer e a cidade ficaria mais bonita”, sugere.

Resgatando e repassando o espírito de Natal

O objetivo de Adelaide é resgatar o espírito de Natal e mostrar para as crianças o verdadeiro sentido da data (Foto: Marcele Gouche)

Impossível entrar na rua Elisa Stein da Silva sem reparar na decoração existente em quase todas as casas, além de calçadas e postes. A iniciativa é puxada pela massagista Adelaide Stein e pela filha, Gisele Paulos. A ideia ganhou forma há cerca de dez anos e com tempo foi ganhando força e a ajuda dos vizinhos, que hoje enfeitam suas casas e pagam mãe e filha para confeccionar o restante da decoração, inaugurada com uma cerimônia no último domingo de novembro.

A montagem e confecção de tudo leva o ano todo para ficar pronto e tudo é feito pela massagista e sua filha, usando muito material reciclável, principalmente garrafas de plástico. A intenção para o ano que vem é criar ainda mais enfeites.

Assim como Diego, o objetivo de Adelaide é resgatar o espírito de Natal e mostrar para as crianças o verdadeiro sentido da data. “Eu sempre fiz o presépio porque é essencial, sem ele toda essa decoração não teria sentido”, ressalta a massagista. A iniciativa atrai os olhares atentos de muitas pessoas que vão todos os dias à rua conferir o trabalho de Adelaide e seus vizinhos. “Sempre damos balas para as crianças e as incentivamos a conferir o presépio”.


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