
- Primeiro dia de aula normal foi tranquilo na Escola Abdon Batista. (Foto: Marcele Gouche)
Professores das 32 escolas estaduais da região – Jaraguá do Sul, Guaramirim, Schroeder, Massaranduba e Corupá – já estão com calendários montados para reposição das aulas perdidas durante a greve do magistério. A paralisação durou 62 dias, mas o período de tempo que professores e escolas aderiram ao movimento varia.
Na Escola de Ensino Médio Abdon Batista, onde 42 professores lecionam para 1.120 alunos, há o caso de uma docente – que preferiu não se identificar - que permaneceu parada somente uma semana e já repôs as aulas perdidas. “Até sexta-feira passada tínhamos 14 professores em greve, mas agora voltaram todos”, informou o diretor da unidade, Vandelir Deucher. De acordo com a gerente de Educação da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional), Lorita Karsten, as aulas que normalmente encerram até o dia 10 de dezembro, desta vez irão até o dia 22, com a realização dos exames de fim de ano na última semana de dezembro. E as férias de julho já foram suspensas.
“Dos 1.189 professores estaduais da região, apenas 10 ou 12 permaneceram em greve os dois meses inteiros, então cada caso é um caso. O número de aulas a serem repostas varia muito. Os calendários de reposição estão sendo informados à Secretaria Estadual de Educação, em Florianópolis, pelos diretores das escolas, via internet”, informou Lorita.
A adolescente Joisa Carla Pereira Angwicz, 16 anos, cursa o terceiro ano na escola Abdon Batista e se prepara para prestar vestibular em duas universidades públicas de Santa Catarina. “Eu estava com medo de perder o ano letivo e ficar em casa sem ter aula estava me deixando muito nervosa. Pensei até em tentar uma bolsa de estudos em um colégio particular. Felizmente as aulas voltaram ao normal e agora é correr atrás do tempo perdido e me preparar muito para o vestibular”, diz a jovem, que pretende seguir carreira na advocacia ou na medicina.
“O clima neste primeiro dia de aula normal foi tranquilo, estamos retomando os conteúdos e conversando com os alunos”, declarou a professora Mislene Pickcius.
