Pré-candidatos a prefeito de Jaraguá do Sul: Antídio Lunelli

“Quero ser prefeito para poder contribuir”

Patrícia Moraes
Publicado 12/12/2011 às 13:36:34 - Atualizado em 12/12/2011 às 15:39:34

Nome: Antídio Aleixo Lunelli

Idade: 48 anos

Formação: superior incompleto em Economia pela Univille

Família: pai de Daniel, Bruno e Amanda Lunelli

Cargos privados que já ocupou: presidente das empresas Lunender e Lunelli Têxtil, atual presidente do Conselho de Administração (Grupo Lunelli)

Cargos públicos: nenhum 

Mobilidade urbana é um dos desafios de Lunelli (Divulgação)

Patricia Moraes - Por que deseja ser prefeito de Jaraguá do Sul?
Antídio Lunelli - É um desejo de muitos anos, conheço vários nomes da política, sempre mantive um bom relacionamento com políticos aqui da nossa região e também do nosso Estado, esta vontade de participar e assumir um desafio maior coincidiu com o convite do PMDB para ingressar no partido. Eu tenho participado em diversas reuniões e eventos e sinto que a população de Jaraguá espera um movimento de mudanças significativas, que coloque Jaraguá do Sul em primeiro lugar, em todos os aspectos. Quero ser prefeito para poder contribuir e colocar a minha experiência como empreendedor em benefício dos jaraguaenses.

Patricia - Qual o principal problema do município no seu ponto de vista e como resolvê-lo?
Antídio - O maior problema de Jaraguá do Sul hoje é mobilidade urbana. E a solução exigirá uma força conjunta do poder público e de toda a sociedade, ela virá de um estudo minucioso e de um planejamento detalhado. Vamos precisar de força política, convênios com o governo federal e governo do Estado, e de um ingrediente que considero indispensável: vontade para fazer as coisas bem feitas. Novas estradas, pontes, viadutos, ciclovias, transporte coletivo, são diversos problemas que não podem ser adiados.

Patricia - Para 2012, o Orçamento do município é de R$ 487.632.930, sendo que cerca de R$ 200 milhões estão reservados para folha de pagamento do funcionalismo público. Tirando os percentuais obrigatórios para investimento em alguns setores e o pagamento de dívidas, sobrará pouco mais de R$ 80 milhões para investimentos. Como avalia essa conta, o que fazer para aumentar a capacidade de investimento próprio?
Antídio - Alguns chefes de família fazem milagres com um orçamento reduzido, enquanto muitos solteiros bem remunerados não sabem para onde vai o dinheiro que ganham. É tudo questão de responsabilidade e apreço pelo valor do dinheiro. A Prefeitura deve ser exemplo. Se uma telha custa R$ 3,00 ao cidadão, não pode custar R$ 6,00 para a Prefeitura. É preciso acabar com essa aberração. Transparência nos gastos, uso racional dos recursos, planejamento e projetos viáveis são diretrizes importantes. Firmar convênios federais e estaduais deve ser agenda contínua.

Patricia - Corrupção e impunidade são problemas que afetam o país há décadas, mas nos últimos anos a sociedade vem tentando extirpar esse mal. Como avalia esse problema e como pretende combatê-lo?
Antídio - A corrupção no Brasil vem de uma época em que havia claras distinções entre quem podia ter dinheiro e quem não podia. Então, corromper ou corromper-se era a fórmula quase única de assegurar a riqueza e o poder. A impunidade vem de carona, nossa própria legislação em muitos casos é omissa. No caso da Prefeitura, é importante que o prefeito tenha o compromisso moral e legal de cuidar dos recursos com o máximo zelo, transparência, compromisso com o cidadão e cercado de pessoas de confiança. Vemos diversos casos em que verdadeiras máfias operam com dinheiro de Prefeituras. É preciso dar um basta.

O que pensa sobre:

Transporte público

O transporte público deve considerar principalmente o respeito às pessoas. Oferecer transporte coletivo apenas como um meio para elas chegarem ao trabalho e daí para casa, é desconsiderar suas necessidades de se divertir, de confraternizar, de consumir. Precisa servir com dignidade o cidadão.

Trânsito

Trânsito é coletivo, embora as pessoas julguem ser problema do outro ou das instituições. E sua eficiência deve ser obtida com a colaboração de todos. Ou criamos fórmulas de convivência civilizada no trânsito, além das mudanças estruturais, ou nos arriscamos a ser a próxima vítima.

Sistema de saúde

As pessoas elogiam, com razão, a gestão profissional dos hospitais locais. É isso que esperam: algo que funcione efetivamente. Mas é necessário maior investimento na atuação básica, evitando superlotação hospitalar. Questões de saúde mais simples podem ser tratadas pelo Programa de Saúde da Família.
Qualidade da educação
Educar é criar pessoas de valor. Quanto melhor a educação, maior é o valor. A informação circula em volume nunca visto e o acesso a ela nunca esteve tão rápido. Valorizar o professor é mais do que salário. Valorizar o aluno é mais do que dar uma sala e uma cadeira. É modernizar a estrutura educacional.

Divisão de cargos

Falando como empresário, penso que o termo correto seria avaliação de competências e delegação de desafios. Não podemos delegar desafios a quem não demonstrar determinação em vencê-los. E em Jaraguá do Sul existem muitas pessoas competentes. O projeto do PMDB é deixar a marca da competência, não da decepção.

Formação de alianças

O sistema político do Brasil permite alianças, portanto, não podemos desqualificá-las. O PMDB é um partido aberto a alianças. Uma aliança firmada em princípios sólidos de confiança, em que os partidos existam para cumprir um programa de governo e não para buscar dividendos pessoais, é um bom exemplo.

Governo Colombo

Um ano de governo não permite um julgamento preciso. Vemos com bons olhos os recentes convênios assinados na região, destinando verbas para Jaraguá do Sul e municípios vizinhos. É um governo que tem trabalhado, dando continuidade a obras do antecessor. Acredito que nos surpreenderá positivamente.

Governo Dilma

Como pontos positivos, os investimentos em matrizes energéticas, habitação e a proteção da economia na crise internacional. Mas o governo federal tem uma dívida conosco: a duplicação da BR 280. Ainda faltam a reforma tributária e estímulo à indústria nacional frente à concorrência estrangeira.

Leia as entrevistas com os outros candidatos:

Dieter Janssen (PP)

Justino da Luz (PT)

Moacir Bertoldi (PR)


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