
- Giba em seu ambiente de trabalho, em meio às mesas de som e luz, comanda o espetáculo do alto de sua cabine. (E para D) Gilberto Nascimento Amaro, Eder Junior, Gustavo Sonnenhohl. Dênis Natan Ferreira, Marlon Amaro, Stephan Klein, Maycon Amaro. (Foto: Marcele Gouche)
Ele está sempre na cabine de som de um dos dois teatros da Scar (Sociedade Cultura Artística), desde março de 2004. Gilberto Nascimento Amaro, 36 anos, ou simplesmente “Giba”, como ele é conhecido, é um lighting designer, ou iluminador de palco, dos mais conhecidos do Brasil. Também domina a técnica de som, e a sua mesa de trabalho é formada por teclados cheios de botões e luzes. Dos bastidores, ele comanda a hora certa de acender ou apagar aquela luz que fará a diferença em uma peça teatral, ou apresentação de música.
Nascido em Iretama, noroeste do Paraná, de uma família de sete irmãos, Giba desde os 12 anos se sentia atraído pelos bastidores dos espetáculos, ajudando a carregar caixas de som e aprendendo a lidar com tomadas e equipamentos eletrônicos . Ali começava o conhecimento com som e luz. Foi em 1991 que ele passou a trabalhar com a Tamanduá Iluminação, de Curitiba, e começou a atuar no circuito Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
“Trabalhei muito no Teatro Guaíra, em Curitiba”, conta. Paralelamente, trabalhava para a Cia de Luz, no Rio. Como iluminador e técnico, chegou a trabalhar para estrelas como Ney Matogrosso e Gilberto Gil, e também para criar projetos de iluminação em espetáculos na América do Sul.
Casado com Jocelma Novais, 30, e pai das meninas Giovanna, 11, e Gabriela, nove, se diz feliz em Jaraguá do Sul. Lembra que o convite partiu de Gilmar Moretti, que buscou um técnico para a Scar no Teatro Guaíra. “Me fizeram uma proposta e aceitei por causa da estabilidade. Antes, ficava um mês fora de casa, trabalhando, e aqui me assinaram carteira. Mas aceitei com a liberdade de poder conciliar com outros trabalhos fora”, revela. Tem como auxiliar o sobrinho, Maicon Vinícius Amaro. No Femusc, são seis auxiliares.
Também em Santa Catarina, é sempre chamado para criar e executar projetos da área. Em 2010, participou de curso de iluminação em Las Vegas, o melhor do mundo.
“A Scar é primeira linha em equipamentos de som e luz para teatro, comparada ao Teatro Alpha, de São Paulo, e das melhores do Brasil”. E o Femusc? “A gente viu nascer, foi crescendo e a cada dia se aprende mais na organização e montagem de espetáculos”, salienta.
A estabilidade profissional e familiar, aliada à qualidade de vida da cidade foram decisivas para sua permanência. “Hoje não troco Jaraguá do Sul por outro lugar. Consigo educar minhas filhas com um nível mais alto, e elas também participam de cursos de acrobacia e balé na Scar”
