Número de vagas nas empresas deve dobrar até o fim de janeiro

Agências recebem cerca de 200 propostas de candidatos todos os dias.

Daiana Constantino
Publicado 14/01/2011 às 08:03:23 - Atualizado em 14/01/2011 às 08:10:33

De dezembro até agora, as oportunidades subiram de 200 para mais de 300. (Foto: Divulgação)
O mês de janeiro é um bom momento para ingressar no mercado de trabalho ou trocar de área.

O número de ofertas de emprego pode dobrar até o fim do mês. Conforme Viviane Medeiros, gerente administrativa de uma agência de recrutamento de Jaraguá do Sul, de dezembro até agora, as oportunidades subiram de 200 para mais de 300. “Ainda há muitas empresas de férias, mas acredito que mais de 100 vagas serão abertas”. A estimativa tem base na realidade do mesmo período do ano passado, o que pode sustentar a abertura de novas propostas até março.

Paulo Eder Araújo Nunes, 24 anos, é natural do Maranhão. Ele deixou o Estado três anos atrás para visitar o irmão em Jaraguá do Sul e acabou mudando de endereço porque encontrou boas oportunidades de emprego. Hoje, ele está desempregado por opção, e, ontem, voltou a procurar uma vaga, justamente porque o início do ano é um bom momento para buscar uma recolocação profissional. “Procuro algo na área administrativa, onde já trabalhei registrado por um ano e cinco meses”, conta. 

De acordo com Orlando Marlo Leier, gerente de uma agência empregos da área central da cidade, a procura pelas novas oportunidades de trabalho aumentou desde a primeira semana de janeiro. “Estamos ofertando 300 vagas e encaminhando 200 currículos por dia. O movimento na agência aumentou 70%”, enfatiza. Os serviços são prestados das 7h30 às 12h e das 13h30 às 17h30. Os candidatos devem apresentar os documentos de carteira de trabalho e identificação pessoal. 

Numa sala de espera de uma agência do Centro, Marlene do Rocio Noreo Eger, 41 anos, aguardava, ontem, o filho Luan Ricardo Eger, 18 anos, fazer a primeira entrevista de emprego. “Ele tem um pequeno grau de autismo e é um pouco tímido para conversar”, disse. “Ele tem curso de informática, mas ainda vai descobrir o que gosta de fazer”. Segundo Viviane, as empresas oferecem um determinado número de vagas para pessoas com alguma dificuldade. 

ÁREAS

Na maioria vezes, as empresas não encontram candidatos qualificados para trabalhar como eletricista, mecânico e soldador. “É bastante comum as próprias empresas oferecem cursos nessas áreas para seus funcionários, porque hoje, no mercado, as pessoas com essa qualificação já estão trabalhando”, explica Leier. Viviane também afirma que a falta de um curso técnico impede a pessoa de ficar com o emprego. “Desde o ano passado, as agências têm encontrado uma demanda grande sem capacitação em todas as áreas. Dos 150 entrevistados por dia, metade é encaminhada para as empresas”, completa.  


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