
- Setor está passando por uma fase de migração dentro da própria categoria. (Foto: Piero Ragazzi)
Dados do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Jaraguá do Sul e região revelam que somente em janeiro, cerca de 500 empregados do setor pediram demissão. A maioria parte em busca de melhores oportunidades. “O nosso segmento costuma ter uma rotatividade bem grande, devido a crescente oferta de empregos na região. O que a gente percebe é uma migração dentro da própria categoria, ou seja, elas permanecem atuando no mesmo segmento, mas procuram empresas que tenham um diferencial, como um salário maior”, analisa a vice-presidente do órgão, Rosane Sasse. Ainda segundo ela, em períodos normais, a média mensal de demissões homologadas pelo Sindicato gira em torno de 200, ou seja, menos da metade do índice alcançado em janeiro de 2011.
O setor segue aquecido e oferece oportunidades para quem ainda está fora do mercado de trabalho. “A oferta de emprego é grande e chega a faltar gente para trabalhar. A maior procura é por costureiras”, enfatiza. Um dos entraves para as contratações é a baixa remuneração. Atualmente, o salário de admissão do setor, em Jaraguá do Sul e região, é de R$ 616 (valor do piso estadual de salário), enquanto o normativo (pago para os profissionais que ultrapassam os 90 dias de trabalho na mesma empresa) fica em R$ 710. Cerca de 25 mil trabalhadores atuam no ramo do vestuário em toda a microrregião.
Informalidade é combatida
A grande oferta de empregos ajuda a combater um outro problema da categoria: a informalidade. Isso porque muitos ainda atuam sem carteira assinada, privados de direitos trabalhistas como férias, 13º, FGTS, entre outros. “Este é o momento de as pessoas entrarem para a formalidade e conquistarem seus direitos. Muitos do setor ainda trabalham em facções ilegais e devem buscar o registro, porque temos muitas vagas”, aconselha Rosane.
