ENTREVISTA - Márcia Mayer

Carismática. Essa é a melhor definição para Márcia Tamanini Mayer, 48 anos, educadora física e personal trainner, que faz da simpatia e da simplicidade o seu maior cartão de visita

Sônia Pillon
Publicado 08/02/2012 às 17:22:46 - Atualizado em 09/02/2012 às 08:09:49

 (FOTO: Beatriz Sasse)
Nascida em Brusque, está há quase duas décadas radicada na cidade. “Vim com meu marido e minhas duas filhas para cá, na época. Sou de Brusque, de nascimento, mas de Jaraguá do Sul de coração”, garante, com um sorriso.
Perfeitamente ambientada com o ritmo de vida frenético de Jaraguá do Sul, ela se diz realizada com os papéis sociais que desempenha, na família, no trabalho e na comunidade.
Casada com o advogado Ricardo Mayer e mãe de Bruna, 23, Raquel, 20, e Pedro, 15, seus olhos brilham quando se refere a eles. “Meu marido (Ricardo Mayer) sempre me apoiou na profissão, é companheiro e está sempre ao meu lado”, assinala.
Ela também não poupa elogios aos filhos. “Meus filhos são presentes de Deus. Ser mãe é uma pós-graduação, porque cada dia se aprende mais. Modificou a minha vida. A gente pode brigar, mas o amor nunca s vai”, constata. Sua leveza ao encarar os desafios do dia a dia e sua postura otimista faz com que tenha facilidade para fazer amigos. “Tenho e gosto de fazer amizades. Cada pessoa para mim é especial, e com isso se torna mais fácil fazer amigos. Até por ser professora, isso facilita o contato com as pessoas.”
Márcia Mayer fala do quanto é gratificante para ela o trabalho como personal trainner, direcionado a empresários, donas de casa e aposentados. Antes de desenvolver trabalho personalizado, já atuou em academias de ginástica que marcaram época, como Galpão Saúde e Impulso. Como personal, destaca a grata tarefa de orientar as pessoas da chamada “melhor idade”: “Aprendo mais com elas do que elas comigo”. Nesse ponto, faz referência à sabedoria japonesa, que valoriza e preserva as idéias dos mais velhos.
Outra frente de atuação é como integrante do Rotary Club Jaraguá do Sul – Vale do Itapocu, que apesar de não ter sido criado com a intenção de atrair somente mulheres, acabou se firmando como tal. São 22 integrantes, entre profissionais liberais, empresárias e aposentadas. “Não  trabalhamos para uma entidade, mas para várias. Não temos vínculo com nenhuma instituição, a cada ano muda”, esclarece. Dentre as entidades que tiveram destinação de recursos estão a Padre Aloísio Boeing, voltada à recuperação de dependentes químicos. Ajuda financeira para criação de bibliotecas de escolas públicas ou situações específicas de carência, são criteriosamente analisadas.  “Até podemos doar uma cadeira de rodas, mas dentro de um contexto”, esclarece.
A rotariana lembra que o objetivo maior do Rotary Internacional é a erradicação da poliomielite no mundo, assim como promover intercâmbios culturais entre os continentes. E como ela se sente ao desempenhar o papel de rotariana, em um país de contrastes como o Brasil? “A felicidade tem que ser conjunta. Não se consegue estar feliz no meio de gente triste. Como ser feliz, se não ajudar?”.
E como ela concilia ser mulher, mãe, personal trainner e rotarina ao mesmo tempo? “Não devemos valorizar os problemas, mas sim, deixar a vida mais leve, tranquila. Esse equilíbio é fundamental para nós, mulheres, que somos a base da família.”
Márcia se mostra confiante com 2012. “Imagino que será um ano de grandes transformações espirituais. Acredito basicamente no amor, de que Deus está em todas as pessoas, todos os lugares e em todos os seres vivos.”


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