O escritorzinho do bairro Bom Fim. Este poderia até ser o título de um livro qualquer. Mas, não. Ele era, na verdade, o grande sonho de um garoto porto-alegrense, filho de imigrantes, chamado Moacyr Scliar. Quando criança, o autor de mais de 70 publicações e membro da Academia Brasileira de Letras, queria apenas isso. “Tudo o que veio depois foi uma surpresa. No fundo ainda me sinto esse menino apaixonado por ouvir e escrever histórias”, disse.

- Scliar é do tipo de escritor que preza pelo contato com os leitores. (Foto: Piero Ragazzi)
Por sorte, o público brasileiro teve mais. Além das obras premiadas, ganhou um escritor que prima pelo contato com os leitores. Segundo ele, a conversa o agrada e, por isso, as feiras como a de Jaraguá do Sul idem. Na opinião de Scliar, o maior benefício de eventos desse tipo é proporcionar o encontro entre os dois principais lados envolvidos com a literatura em um ambiente totalmente informal.
São dessas reuniões que o gaúcho descobriu um progresso e tanto na história do Brasil. “Nunca participei de palestras com autores na minha época de estudante porque só líamos escritores mortos. Hoje não”, comentou. A partir da constatação ele chegou a outra certeza. “A ideia de que jovem não lê é defasada”, afirmou.
